[h3] Um verdadeiro respiro narrativo em meio a tanto jogo genérico. [/h3] O formato de lançamento semanal faz total sentido pro estilo do jogo e, sinceramente, foi uma jogada muito inteligente dos devs. É o mesmo conceito de retention marketing que os streamings usam pra manter o público engajado, comentando e criando teorias entre os episódios. Eu até entendo quem não curtiu esse formato, mas o intervalo é bem curto. O último episódio sai dia 12 de novembro, ou seja, coisa de duas semaninhas e meia a partir dehoje (24/10). Então não faz sentido algum negativar o jogo por isso. Se a pessoa prefere jogar tudo de uma vez, é só esperar o lançamento completo e provavelmente ainda vai pegar um descontinho junto. O jogo em si é incrível. Tem tudo o que a gente que curte essa pegada mais lenta e focada em narrativa sentia falta nos títulos da Telltale. História densa, graficos lindos, animação fluida, ótimos diálogos, mecânicas novas que fazem sentido e aumentam muito a imersão, além daquele humor ácido e natural que me renderam risadas genuínas. Dá pra sentir o DNA da antiga equipe em cada detalhe. Joguei os dois episódios lançados até agora e, jogando com calma, cada um levou cerca de 1 hora. Dá pra esperar algo em torno de 8 horas no total, sem contar quem quiser explorar mais opções e rejogar. É uma média excelente pra esse estilo de jogo. Fazia tempo que algo nesse estilo não me prendia. Parabéns aos devs, e espero que mais gente dê uma chance pra essa pérola.
Na moral, zerei o BF6 e fala sério, quem diz que a campanha é ruim tá viajando kkk. Ela é bem feita, mas passa aquela sensação de estar incompleta, tipo quando você assiste Duna Parte I — termina num baita cliffhanger e parece que falta uma DLC pra completar a história. Eu já imaginava isso antes de jogar, porque a campanha realmente soa como uma introdução, uma “Parte I” de algo maior. A trama é bem amarrada e, por incrível que pareça, reflete bastante a realidade. Muita gente leiga falou que criaram uma organização paramilitar de ex-militares de vários países só pra não ofender ninguém, mas esse negócio de o inimigo ser os próprios de casa é bem real pra quem já tomou a blackpill. Essa narrativa faz sentido — follow the money. A campanha, apesar de boa, deixa um gosto de algo incompleto e não desenvolve tão bem os personagens. Só o Murphy, o líder, tem destaque de verdade — ele aparece em mais missões e o arco dele é bem construído. Os outros soldados, mesmo que você jogue com eles, têm menos presença e acabam sendo coadjuvantes. Esqueci de mencionar, mas o vilão é o ponto fraco. Ele não é ruim, só é meio “nhé”, e por não ser tão bem desenvolvido, o roteiro perde um pouco do senso de ameaça e urgência. Dito isso, pagar R$300 só por uma campanha curta não vale muito a pena, então o ideal é esperar uma promoção. Mas se você curte multiplayer e era fã do BF3 e BF4, pode comprar tranquilo — o jogo lembra muito esses clássicos que colocaram Battlefield entre os gigantes da indústria. Dito tudo isso, a história é bem feijão com arroz, mas muito bem feita. Porém, o cliffhanger no final indica que, se houver continuação, podem rolar dois plot twists que mudem totalmente a visão sobre o primeiro jogo. No geral, nota 8,75. (Nota apenas para o multiplayer: 10/10)