CS2 é, sem dúvida, uma evolução do CS:GO, mas para quem joga há anos e busca melhorar constantemente, ele é um misto de empolgação e frustração. A mudança para a engine Source 2 trouxe gráficos mais limpos, sons realistas e uma sensação de tiro mais impactante, mas também alterou a física e o “feeling” do jogo. A movimentação está mais solta e fluida, porém com uma inércia diferente, o que exige reaprender timing, strafes e controle de spray. O recoil parece mais imprevisível, e aquele domínio automático que tínhamos no GO agora precisa ser reconstruído. As smokes dinâmicas são um dos maiores acertos: reagem a tiros, granadas e ao ambiente, criando novas estratégias e exigindo leitura de jogo mais refinada. Porém, o sistema de subtick ainda gera inconsistências no registro de tiros, algo que desanima quando se perde um duelo que parecia ganho. A iluminação e o design dos mapas estão mais realistas, mas também alteram a forma como se enxerga o inimigo — às vezes o brilho e o contraste atrapalham mais do que ajudam. Jogando CS2, a sensação é de estar reaprendendo tudo o que já sabia, e isso é bom e ruim ao mesmo tempo. O jogo te tira da zona de conforto, faz você pensar, testar e errar de novo. Se o CS:GO era sobre precisão e disciplina, o CS2 é sobre adaptação e leitura. Ainda não é perfeito, mas tem alma, e cada atualização mostra que ele está evoluindo. Para quem não joga profissionalmente, mas quer entender o jogo em profundidade, o CS2 é uma nova escola — mais exigente, mais viva e mais imprevisível, mas com potencial para se tornar o melhor Counter-Strike de todos.
Finalmente a EA decide trazer o que os fãs pedem a mais de uma década. Porém, acredito que a fama do jogo vem em decorrência de tempos ruins no termos de FPS, como o COD sendo extremamente rápido e feito para jogadores de controle (praticamente) e lançamentos tenebrosos como BF2042, sendo este um game possível de jogar somente por algumas horas sem cansar. Na minha interpretação, o game me parece incompleto, com players que parecem de manequim e/ou feito de massinha, além dos personagens trazerem uma sensação de não terem peso e o game parecer ser uma versão do BF2042 repleto de fan service. Também vejo a interface como confusa, me lembrando até um game mobile. Para mim, o game ao mesmo tempo que parece realista com situações de causa-efeito com o cenário muito próximas do que ocorre na vida real, também me parece sem profundidade. Por fim, acho que a EA de fato merece elogios por finalmente fazer um fan service, mas não consigo passar a mão na cabeça, pois a falta de profundidade do game realmente me afeta. Acredito que não irá existir um game com inovação e revolução em termos de gameplay como foi BF3 e BF4 em suas respectivas épocas de ouro (e sim, sei que não eram games perfeitos, principalmente BF4 em seu lançamento), mas sinto falta desse feeling, essa singularidade. Enfim, não gostei, mas fico feliz da comunidade ter gostado, espero que o game melhora em próximas atualizações.